sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Estreias de 25/9/2009

A Órfã
A Pedra Mágica
A Partida (continua em exibição - Oscar de melhor filme estrangeiro)

Estreia 28/10:
This is it (Michael Jackson - venda antecipada em 27/9)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Daniel Day-Lewis

xin_11ffdf59d6e84490ab5fac8043057338 Há muito que os atores, assim concebidos, deixaram de usar máscaras para interpretar seus papéis, como faziam nas tragédias da Grécia Antiga. Não seria prejudicial entender a importância dessa figura a que recorro, contudo, para falar de um dos maiores atores que já passaram pelas telas de cinema do mundo todo. E que ainda vive.

Falo do ator britânico Daniel Day-Lewis, cinquentão talentoso, dono de famoso nariz torto, e paradigma na arte de incorporar os personagens.

Entre suas aparições mais famosas, conta-se obras como: Sangue Negro (2007), Gangues de Nova Iorque (2002), Em Nome do Pai (1993), O Último dos Moicanos (1992), Meu Pé Esquerdo (1989), entre outros não menos louváveis. Deve faltar espaço para tantas premiações em sua casa: dois Oscar, três BAFTA e um Globo de Ouro.

O aspecto mais importante na carreira de Day-Lewis é a sua imersão no papel que representa. De fato, muitas vezes durante as gravações de um filme, este ator passa a incorporar o estilo de vida de seu personagem, para melhor compreender suas características e, assim, transmitir ao público mais fielmente emoções e sentimentos.

Foi assim em Meu Pé Esquerdo, em que interpretava um homem com paralisia cerebral. Terminadas as gravações, Lewis não descia da cadeira de rodas e esta passou a acompanhá-lo no cotidiano. Resultado: um Oscar. Em Em Nome do Pai, Daniel forçou-se a aprender o sotaque irlandês (o que não deve ser gratificante para o orgulho britânico) e mesclou-se tanto à cultura irlandesa para interpretar seu papel de vagabundo hippie que conseguiu a cidadania irlandesa após as filmagens. Outros exemplos podem ainda ser mencionados: sua intensiva malhação para conquistar o corpo sadio de um índio americano e os cigarros não industrializados que ele mesmo enrolava em O Último dos Moicanos; os muitos quilos perdidos para interpretar o pai doente e sonhador de O Mundo de Jack & Rose; os trejeitos grosseiros e o ofício de açougueiro para fazer o Açougueiro Bill em Gangues de Nova Iorque.

Está certo que seu método é e foi por várias vezes alvo de críticas e gozações pela intensidade com que se desenvolveu. A referência ao super-ator branco que tinge sua pele de negro para interpretar um soldado casca-grossa em Trovão Tropical (2008)parece atingir diretamente Day-Lewis.

Entretanto, num mundo de interpretações rasas, em que a personalidade mal se desprende do ser para viver uma nova experiência; em que atores ficam marcados por um trabalho só e não se permitem explorar novos horizontes; e em que os filmes investem cada vez mais em efeitos especiais em detrimento da boa atuação, bem, nesse mundo é uma honra contar com um ator como Daniel Day-Lewis.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Hitchcock



Alfred Hitchcock, diretor, produtor, ator e roteirista de 53 películas. Iniciou suas produções na Inglaterra, e após alguns filmes, incluindo o suspense sobre Jack, o Estripador, The Lodger: A Story of the London Fog ("O Inquilino", "O Locatário" ou ainda intitulado de "O Inimigo das Loiras"), foi chamado para trabalhar em Hollywood.

Trabalhou com diversos gêneros, entre eles a comédia, mas seus sucessos foram os suspenses muito bem trabalhados, com técnicas que prendem a atenção do espectador, com o uso de música forte e efeitos de luzes, em cenas que o personagem não sabe o que irá acontecer e gera tensão no espectador.

Fez uso do espectador como voyeur, isto é, como participante da cena, e também utilizou o cameo (camafeu), quando uma pessoa famosa aparece no filme, em curtas aparições como figurantes. Além dele mesmo, apareciam em seus filmes: médicos ilustres, socialites, dentre outros.

Exemplos de aparições de Hitchcock:
Psycho ("Psicose"), passa na frente do escritório de Marion, com chapéu de cowboy;
Frenzy ("Frenesi"), aparece no início do filme, no meio da multidão quando o corpo da vítima aparece boiando à margem do rio;
Suspicion ("Suspeita"), aparece enviando uma carta no posto dos correios da cidade;
Strangers in a Train ("Pacto Sinistro"), aparece aos 5 minutos de filme, embarcando no trem com um contrabaixo.

Outra de suas características é o MacGuffin, um elemento que chama a atenção do espectador e serve como fonte de motivação para a trama, mas que ao longo do filme perde sua importância sem atingir o enredo.

Uma curiosidade, na cena do chuveiro no filme "Psicose", 1960, o sangue era calda de chocolate.



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Cinema Mudo



O que é o cinema mudo? Quem já ouviu falar de Charles Chaplin ou o Gordo e o Magro? Bom, eles são os mais famosos dos primórdios do cinema, em um momento no qual não havia ainda a técnica de sincronização de som e imagem, que permitissem os diálogos existentes hoje, que, às vezes, são inúteis e pouco explorados.

O filme mudo, também chamado de filme silencioso, não possui uma trilha sonora, os sons existentes acompanham os movimentos das personagens e suas emoções de forma a transmitir a intensidade da trama. E antes da substituição dos filmes mudos aos sonoros, o acompanhamento musical era feito, normalmente, por um pianista ou pequena orquestra ao longo da exibição do filme ao vivo. Para que houvesse entendimento do conteúdo eram introduzidas legendas no filme para esclarecer as situações para os espectadores.

Os primeiros filmes eram documentários, pequenas ficções e comédias, ambos retratando fatos do cotidiano, mas com destaque ao último que satirizava hábitos do dia a dia, da vida urbana, enfim, da sociedade mecanizada nas primeiras décadas do século XIX. Destacam-se na comédia Ben Turpin, Buster Keaton, Harold Lloyd e Charles Chaplin, sem deixar esquecer de Oliver Hardy e Stan Laurel que formam a dupla “O Gordo e o Magro”.

Dentre as variedades indico “O Vagabundo”, interpretado, dirigido e escrito por Charles Chaplin. Foi a caracterização feita nesse filme que marcou o mundo do cinema, como Carlitos, usando chapéu-coco, bengala de bambu, sapatos grandes e, claro, o bigode. Transformou-se em símbolo do cinema, seja ele mudo ou “falante”, como também da comédia pastelão.


Para mais informações acesse: http://desumorada.blogspot.com/